sexta-feira, 7 de setembro de 2018

A França Nazista de Vichy



A França na Segunda Guerra Mundial passou por uma das suas maiores humilhações: ter que dividir seu território com a Alemanha Nazista após sua invasão. A Humilhação a qual me refiro e pelo fato de, além desta divisão, onde o norte industrializado e a Cidade  De Paris ficara sob responsabilidade de Hitler.               O Sul, pelo balneário de Vichy ficaria a sede colaboracionista ao regime Nazista.
           O marechal Philippe Pétain considerado um herói da primeira guerra (1856-1951), que fora chefe de Estado, fez o jogo dos inimigos. Houve uma convivência quase harmoniosa devido o vínculo que existia com a ideologia nazista.
        A Terceira República Francesa deixou de existir. No lugar dela, surgiu o Estado Francês, fundamentado no ideário da extrema-direita nacionalista, que havia perdido a hegemonia política para a frente de partidos de esquerda nas eleições legislativas de 1936.
        Os "nacionalistas" suspendem o direito de greve, colocam na ilegalidade os partidos, passam a cultuar a pátria e a família e oficializam uma política de perseguição aos Judeus.
       Essa política de "colaboração" fez com que Petain engolidas todas as exigências impostas, como por exemplo entregar a Alsacia Lorena, palco de guerras entre as duas Nações, e o fato mais odioso de todos:
Vichy deportou 222 mil pessoas para a Alemanha, 83 mil por questões "raciais" e 65 mil por motivos políticos. Para substituir nas fábricas alemãs os operários que serviam o Exército, 153 mil franceses foram enviados como "voluntários" aos territórios do Reich.            Essa é uma história que nenhum Francês gosta de lembrar, essa odiosa colaboração com um regime Nazista que matou milhões de pessoas. Petain, outrora Herói, passa a ser  um grande Traidor para a história.

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